Blog de Opinião de HENRIQUE DIAS PEDRO; Normalmente às 3ªs. feiras
Terça-feira, 16 de Outubro de 2007
Independentes

(Extracto de artigo publicado neste blogue em 8 de Maio de 2007, a propósito do aniversário do PSD, e com o rememorar de algumas posições políticas de Francisco Sá Carneiro.

O artigo chamava-se precisamente “O Aniversário”

Em tempo de mudanças notórias no PSD, considero pertinente republicar uma parte desse mesmo artigo.

Algumas sacrossantas figuras mais parecem “independentes à solta”).

 

…E retenha-se que, de um modo geral, os cidadãos só acreditam num Governo ou no Seu Programa, se nele virem retratados os seus problemas mais urgentes, e se sintam identificados com as propostas, as ideias, o líder.

 

A pergunta é:

-Será este o Partido que está hoje na oposição?

-Será este ainda o Partido em quem os portugueses acreditam ser capaz de promover a mudança e o desenvolvimento?

-Alguma vez Sá Carneiro se deixou enredar nas teias armadilhadas pelos chamados independentes?

 

Uma rápida viagem pelos tempos mais recentes da vida política portuguesa, e que atravessa todos os partidos do nosso espectro político, mostra-nos que, salvo uma ou outra excepção que de facto apenas serve para confirmar a regra, o chamado “independente” é na maioria dos casos o primeiro a estar disposto a “furar” o esquema, a trair quem lhe deu visibilidade, porque não passa de um arrivista a querer chegar ao poleiro a qualquer preço, e depois sair de lá quase exige um mini golpe de estado.

 

Sá Carneiro não deixaria alguma vez que, figuras híbridas e apenas teoricamente comprometidas, se servissem do nome e influencia do Partido para fazer aquilo que em gíria se chama “meter areia na engrenagem”, ou por dá cá aquela palha criarem instabilidade interna, divisões sem sentido entre militantes, trunfos de mão beijada aos adversários políticos do PSD.

 

O célebre Congresso de Aveiro foi o exemplo acabado de um homem vertical, de uma só palavra, incapaz de trair os amigos, mas também absolutamente inacessível para os “falsos amigos” de que a política portuguesa está infelizmente enxameada.

 

O que é triste constatar, e isto sem desprimor para as qualidades pessoais da maioria deles,  é que o PSD não voltou a ter ao leme homens da mesma estirpe e frontalidade.

 

De todos os que se lhe seguiram talvez apenas Cavaco Silva se aproxime da figura do político que Sá Carneiro foi.

 

Começa a ser urgente o PSD retornar às suas raízes e fazer o seu verdadeiro caminho.

 

Henrique Dias Pedro

 



publicado por H.Dias Pedro hdp às 00:03
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